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Como dar aula de Pilates?

Você quer saber como ministrar uma aula de Pilates? Então esse conteúdo é exatamente para você! Role para baixo e entenda a melhor forma de aplicar a melhor aula de Pilates para seus alunos.

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Como dar aula de Pilates?

Publicado em
24/7/2020
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O Pilates é sem dúvidas, um campo em ascensão no Brasil e no mundo. Só no Brasil, temos atualmente em torno de 35 mil Estúdios de Pilates em crescimento. Mas, como tudo na vida, é preciso planejamento e preparo para se tornar um instrutor de Pilates de sucesso. Em primeiro lugar, você precisa ser estudante ou profissional de Fisioterapia ou Educação Física.

Isso porque, no Brasil, essas são as profissões determinadas pelo CREF e CREFITO a ministrarem Aulas de Pilates. Porém nem CREF nem CREFITO regulamentam cursos de Pilates, por se tratar de uma técnica livre.

Se você já preenche esse requisito, ótimo! Agora é preciso fazer um Curso de Formação Completa em Pilates (solo e equipamentos). O curso ajuda muito quem está fazendo ou estará começando a fazer estágio, pois oferece muitos recursos para trabalhar com alunos  dando Aulas de Pilates.

Primeiro de tudo: faça uma boa Avaliação em seu aluno. A Aula de Pilates tem que compreender uma mescla de alongamento e fortalecimento, com consciência corporal e sempre lembrando de itens indispensáveis: respiração, mobilização de coluna e articulações, fluidez, precisão, contrologia e contração do core.

Nunca faça Aula de Pilates com mais de 15 alunos, pois o professor não consegue dar atenção. O ideal é no máximo 10 ou 12 alunos. É necessário avaliar o aluno aula a aula, perceber se está mais agitado ou mais tranquilo, notar quais são as compensações posturais que apresenta naquele dia ou se está muito estressado.

Artigo: Endometriose e o Pilates

Definir a prioridade dos objetivos de sua aula de Pilates

Temos muitas vezes objetivos primários, se pergunte o que ele precisa “ganhar” com as Aulas de Pilates para poder evoluir. É necessário saber observar as prioridades no plano de aulas, ou seja, faça as perguntas. “O que quero a longo prazo?” “O que quero a curto prazo?”, “o que é necessário para que esse aluno realize funções mais complexas?”.

É preciso também conhecer a personalidade do seu aluno, se ele gosta mais de fazer força ou de alongar, não que você vá fazer apenas o que ele gosta, mas direcionando a Aula de Pilates é mais fácil de conquistá-lo. Realizar uma anamnese para saber se ele tem algum problema de saúde concomitantemente com a avaliação postural, que deve ser algo dinâmico do dia-a-dia no Estúdio.

Tem anamneses práticas que o próprio aluno pode responder sozinho, algo objetivo, para não perder muito tempo, sabe? Algo que ele consiga responder enquanto você administra Aula de Pilates para outro aluno ou que você possa ir respondendo a seu lado, mas sendo dinâmico, prático e rápido para dar tempo de uma “Aula de Pilates teste” depois.

Algo muito legal de ter na anamnese é uma meta: o que o aluno espera alcançar com as Aulas de Pilates? Sabendo isso você conseguirá saber como dar Aula de Pilates direcionada, tornando-a mais interessante e estimulante! Com essa anamnese em mãos você já saberá como dar Aula de Pilates guiada daquele aluno, pois cada pessoa é única. E isso é muito importante! De nada adianta montar uma aula igual para todos!

Cada aluno precisa ter a sua Aula de Pilates específica, voltada para caso e tendo muita atenção para os exercícios que são contraindicados para algumas patologias que este possa apresentar, como hérnias de disco, problemas cardíacos, osteoporose, próteses etc.

Planejar sempre!

Defina objetivos para a sua Aula de Pilates, coloque pelo menos quatro objetivos para serem trabalhados naquela aula e faça isso para todos os alunos, assim é mais fácil de atingir as metas de cada aluno e as suas para aquela aula. Lembre-se de verificar frequentemente se o aluno está contraindo corretamente o CORE. Muitos alunos esquecem-se de contraí-lo, principalmente os iniciantes, pois é muita coisa ao mesmo tempo!

Ainda não entende como o Pilates ajuda com o joelho? Pilates para dor no joelho

Como nós já sabemos, a contração do CORE é à base do método Pilates, de onde advêm todos os movimentos o que a torna primordial até para a execução dos exercícios mais simples. Antes de iniciar qualquer movimento necessitamos que ele contraia o CORE adequadamente. Evite tirar o foco do aluno da execução dos exercícios com conversas paralelas. Claro que ninguém é um robô e não podemos pedir que as pessoas não conversem.

As conversas entre professor e aluno são um meio importante de criar um vínculo, mas tente não dispersá-lo demais. A concentração é um dos nossos princípios e deve ser preservada ao máximo! Outro fator que não devemos esquecer é a respiração. Ela pode tanto ajudar quanto dificultar a realização do exercício proposto e você precisa definir se para aquele aluno, naquele momento é necessário escolher a melhor opção.

Às vezes é importante colocar a respiração como uma aliada para deixar o aluno mais focado no exercício, colocando-a de uma forma que ele tenha que pensar apenas no que está fazendo, esquecendo-se do que está acontecendo ao redor ou mesmo de seus problemas pessoais. Quando o exercício é novo ou exige coordenação motora, é mais aconselhável que a respiração não seja um opositor para que o aluno consiga desempenhar da melhor maneira.

A Aula de Pilates onde o aluno começa a ter contato com o método, onde começamos a ensinar a respiração e os exercícios fundamentais é, sem sombra de dúvida, primordial. Logo, esses exercícios devem estar inseridos no plano de Aula de Pilates, lembrando que nessa aula ele aprende e entende o que é crescer, alongar a coluna, encaixar os ombros, abrir o peito.

Devemos pensar que os exercícios devem constar movimentos sem ocorrência de sintomas durante atividades funcionais básicas ou complexas. Por exemplo, o aluno não consegue ficar sentado sobre os ísquios e com a coluna alongada, evite o exercício que ele tenha que manter essa posição, adapte à posição, use a caixa, flexione os joelhos, é importante utilizar as “ferramentas” que temos.

Os exercícios precisam ser sempre efetuados com fluidez e precisão. Caso você perceba que o aluno está compensando os movimentos, ou que ele não consegue fazê-lo com precisão é legal dar uma olhada. Se tem como facilitar esse movimento de alguma forma colocando alguma mola ou diminuindo a carga da mola que você já colocou.

Mesmo que o aluno esteja num grau avançado e o exercício proposto seja mais simples do que ele tem capacidade de realizar, às vezes ele não está em sua plena condição física naquele dia. É melhor ter um exercício bem executado com menos carga, do que ter muita carga e uma compensação articular muscular que pode provocar uma lesão.

Explorar a gama de exercícios existentes

Vamos pensar nos exercícios de Pilates: podemos realizar o “cat” no solo e nos vários equipamentos, logo torna a aula diferente em cada dia que o aluno retorna, usando o mesmo exercício, seguindo o mesmo objetivo, sem perder o direcionamento da aula. Ou seja, para variar a Aula de Pilates não precisa perder o objetivo final com o que se quer ganhar com aquele exercício.

De uma forma geral podemos pensar que se faz necessário atentar aos seguintes objetivos para planejar a Aula de Pilates:

  • Tratar ou prevenir o comprometimento.
  • Melhorar, restaurar ou aumentar a função física.
  • Evitar ou reduzir fatores de risco.
  • Aperfeiçoar o estado de saúde geral preparo físico ou sensação de bem estar.

Lembre-se que o aluno pode chegar à aula e estar com dor, alguma causa que você precise modificar a Aula de Pilates  de imediato para aquele dia em questão, crie aulas que não se tornem repetitivas.

Mesmo que não mude as partes corporais trabalhadas, é importante que faça exercícios diferentes. Podem utilizar os vários equipamentos, solo, acessórios, sem perder o objetivo final.

Deve ser levado em consideração tudo que foi recolhido durante a avaliação. Um exemplo simples: o aluno relata durante a avaliação que tem “dor” no joelho, ou seja, o que fazer para dar conforto ao aluno durante a realização dos exercícios?

Exercícios de fortalecimento, alongamento e estabilidade serão necessários? Tudo deve ser analisado e pensado. Ao longo das aulas o instrutor vai notar que novos objetivos são anexados ao plano de aulas, que deve estar constantemente sendo também avaliado.

Finalização de uma aula de Pilates

Antes do término da Aula de Pilates, separe alguns minutos para o relaxamento do seu aluno. Você pode fazer massagem com rolinho, com bolinha de tênis ou até mesmo com as mãos. Algo simples e rápido, só para liberar a musculatura da coluna. Essa dica é valiosa porque além de tudo, conquista o aluno!

Como o foco principal é a relação entre o corpo e a mente o Método Pilates só atingirá seu objetivo se realizado dentro de seis princípios básicos que foram baseados em técnicas tanto orientais como ocidentais: Concentração, centramento, respiração, controle, fluidez, precisão.

  • Concentração

É o corpo que controla a mente. É importante ter atenção no movimento para que seja eficiente. Através da concentração se adquire consciência corporal do movimento, o que tem que estabilizar e o que tem que mobilizar. A habilidade de direcionar a atenção para determinadas áreas do corpo é responsável pelo aumento da qualidade e destreza dos movimentos.

  • Centralização

Centro de força, powerhouse como Joseph Pilates denominou. A região específica de músculos no centro do corpo que formam a estrutura de suporte entre as áreas da cintura pélvica e escapular. A força de todos os movimentos parte do centro. O powerhouse literalmente significa “casa de força” com suas paredes laterais, frontal e posterior, assim como o assoalho e o teto. As paredes laterais e frontal correspondem ao transverso do abdome, a posterior aos multifídos, o assoalho a musculatura pélvica (períneo) e o teto constituído pelo diafragma.

  • Respiração

Um dos princípios enfatizado por Joseph. Ele pregava que a melhor respiração é expirar com toda a força e depois encher totalmente os pulmões, fazendo uma respiração profunda. Isto mantém uma circulação do sangue pura com o sangue oxigenado e eliminando completamente gases nocivos. Via de regra, deve-se inspirar quando se prepara para executar o movimento e expirar quando se executa o mesmo. Geralmente a expiração ocorre no esforço.

Ainda que muitos manuais indiquem quando inspirar e quando expirar, a maioria desses não fornecem explicação do por que e caem em contradição; e um exercício com uma respiração inadequada pode desencadear problemas posturais, pressões no assoalho pélvico, hiperventilações e aumento da pressão arterial. Por outro lado, uma correta respiração fará executar o exercício de forma mais segura e obter dele todos seus benefícios e maior recrutamento muscular.

  • Controle

A mente controla o corpo, então podemos exercer um controle consciente dos movimentos executados. Movimentos controlados levam a uma eficácia desejada e com objetivo o que evita que o aluno se lesione. É necessário adquirir o controle de cada aspecto do movimento atentando para pequenos detalhes como dedos, cabeça, punhos para refinar o movimento e não apenas dos membros maiores.

  • Fluidez

Dá a ideia de movimentos graciosos com leveza, evitando movimentos mais mecânicos associados com os exercícios tradicionais. Para isso há múltiplos grupos musculares trabalhando simultaneamente juntos, em harmonia ou oposição. O movimento parte do centro fortalecido e flui para as extremidades com refinamento, sem movimentos rígidos, nem tão rápidos nem muito lentos, controlados e suaves. Os movimentos naturais são apropriados às pessoas assim como são aos animais. Para ter essa ideia é só lembrar-se de um gato se espreguiçando antes de levantar.

  • Precisão

Princípio que caminha ao lado do controle. Pilates dizia: “concentre-se nos movimentos certos cada vez que você faz um exercício, caso contrário você os executará de forma inadequada e eles perderão o seu valor”. Além disso, manter a correta colocação das partes do corpo está relacionado à postura, sendo determinante para saúde e bem-estar. Aqui o que vale é a qualidade dos exercícios e não a quantidade de repetições.

Benefícios para quem vai receber Aula de Pilates

Os benefícios do Pilates só dependem da execução dos exercícios. As instruções devem ser seguidas com fidelidade.

  • Aumenta a força, o equilíbrio, a coordenação e flexibilidade.
  • Dá maior controle muscular e consciência corporal.
  • Integra corpo e mente.
  • Melhora o condicionamento físico e mental.
  • Melhora a capacidade respiratória.
  • Corrige a postura.
  • Alivia dores musculares e previne lesões.
  • Aumenta a autoestima e alivia o estresse.
  • É eficiente na pós-reabilitação.
  • Promove menor atrito nas articulações.
  • Equilibra as funções do corpo.
  • Ajuda a controlar o peso.

Mantenha-se atualizado!

O importante não só para quem está começando, é fazer cursos de atualização com vários profissionais diferentes! Tem aqueles que são especialistas em coluna, ou em ATM, ou que são especialistas em aulas em aparelhos específicos. Isso abre a mente e sempre aprendemos algo novo, diferente e nos motiva a dar aulas cada vez melhores! Nesse quesito, os Congressos de Pilates são excelentes, pois nos permitem assistir Aulas de Pilates, com diferentes profissionais em um curto período de tempo. É preciso investir tempo, ter disposição de aprender e se dedicar.

Para se manter atualizado sempre: Blog

Nunca se canse de pesquisar e aprender assista um vídeo de um novo exercício e tente fazer em alguém momento que esteja mais tranquilo; pratique o método que aplica nos alunos, veja se você gosta da sua Aula de Pilates, se mudaria alguma coisa. Quando dizem que a gente aprende com a prática, esta é a mais pura verdade! Estamos sempre estudando, aprendendo algo novo, mas se não soubermos colocar em prática, de nada vale as horas de dedicação na teoria.

O Pilates é um método de movimento com princípios, equipamentos e repertório de exercícios específicos, mas com aplicação multidisciplinar que se relaciona com as competências de diversas categorias profissionais.

Não cabe, portanto, a um conselho profissional que representa uma dessas categorias profissionais, regulamentar o método em si, podendo fazer isso apenas nas questões específicas relacionadas com a profissão que regulamenta, e com tudo em total observância e respeito aos limites de sua atuação e atribuições para não ferir a nossa Constituição Federal.

Portanto, para os que desejam vir a dar Aulas de Pilates com qualidade e segurança, é preciso acima de tudo, compreender o nível de dedicação e investimento a ser feito. É indispensável que estes amem o movimento e o método para dar Aulas de Pilates, pois precisarão ser alunos antes, e por alguns bons anos, para compreendê-lo pessoal e profundamente, e poder assim transmitir a experiência e seus aprendizados para o outro.

O corpo exige este tempo de dedicação na absorção dos conhecimentos fundamentais sobre o movimento humano e, portanto, sobre o método Pilates. Depois de praticar e incorporar o método, é necessário buscar uma formação de excelência que normalmente vai durar entre um e dois anos, e finalmente continuar estudando, praticando e aprofundando continuamente e para sempre!

Estude, se dedique, pratique o método que você aplica, busque se atualizar com outros profissionais e troque experiências! Busque sempre melhorar e use todos os recursos a seu favor!  Com todas as informações dadas você esta pronto e enfim saber como dar Aula de Pilates.

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