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Pilates e a diabetes

O Diabetes é uma doença que traz diversas complicações ao corpo. É um grande caso de preocupação de saúde pública pois tem altos índices de mortalidade.

Escrito por
Os Pilateiros

Pilates e a diabetes

Publicado em
4/11/2020
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Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), por volta de 13 milhões de indivíduos são diabéticos e esse número tende a aumentar anualmente.

Para quem é portador da Diabetes é de extrema necessidade estar sempre sabendo quais os níveis de açúcar no seu sangue, para ficar em dia com sua saúde.

Praticar exercícios físicos é uma forma de ajudar a manter o corpo saudável, ajudando na conquista de uma qualidade de vida com saúde. O Método Pilates é um ótimo auxiliador no tratamento do Diabetes, porque a técnica acelera o metabolismo do corpo auxiliando na queima de calorias pelo organismo e assim, ajuda no tratamento da Diabetes, no controle do açúcar no sangue de forma muito eficaz.

Ao exercitar-se com Pilates, o diabético irá trazer diversos benefícios para sua vida. Pois, é uma técnica que pode ser realizada por todos, sem exceções, tanto para a melhora do condicionamento físico, quanto para auxiliar no tratamento e na melhora de problemas de saúde, como é o caso do Diabetes.

Desse modo, veja mais um pouco sobre o Diabetes, como é, como funciona e também quais os benefícios de se praticar o Método Pilates para tratamento dessa patologia.

O que é Diabetes?

Diabetes é uma doença crônica que atinge os humanos de modo que aumenta os níveis de glicose no sangue, ou seja, o corpo não consegue fabricar a insulina (o hormônio que vai monitorar a quantidade de glicose no sangue), ou pode até fabricar a insulina, todavia não vai fabricar a quantidade necessária que o corpo precisa.

A manifestação do Diabetes acontece quando o corpo não consegue usufruir ou não usufrui de maneira correta os nutrientes que vêm da alimentação, da digestão (derivados de gorduras, proteínas e carboidratos). E o organismo usa-os para gerar energia e movimentação corporal, podendo ser armazenados pelos órgãos como o fígado, músculos e células de gordura.

Todos os corpos necessitam da insulina para o bom funcionamento do organismo, porque esse hormônio é o responsável pela utilização da glicose, que são conseguidos através dos alimentos, como os derivados já citados.

Desse modo, quando um indivíduo é portador de Diabetes, o organismo para de produzir ou não produz a quantidade suficiente de insulina, e com isso a glicose não é utilizada de maneira correta. Sendo assim, o nível de glicose no sangue permanece alto, gerando hiperglicemia.

Quando instalado essa deficiência, produz vários problemas no corpo humano, como o comprometimento de vasos sanguíneos e dos nervos. Entre as manifestações clínicas, pode-se mencionar:

Problemas de visão: o Diabetes pode chegar a gerar cegueira por comprometer os vasos sanguíneos;

Pele mais sensível: a pele do diabético fica mais sensível, podendo se machucar com pequenas pancadas. Além de apresentar maior dificuldade para cicatrização.

Doenças renais: Devido aos elevados níveis de açúcar no organismo, os rins acabam filtrando demasiadamente o sangue e sobrecarregando os órgãos, com esse desgaste, gera o risco de criar problemas renais.

Problemas cutâneos nos membros inferiores: devido aos danos nos nervos, o Diabetes gera uma má circulação, e pode estimular o acúmulo de líquido e a criação de rachaduras nos pés.

Tipos de Diabetes

O Diabetes é segmentado em quatro tipos, que diferem no quadro do indivíduo e na patologia. São eles: o Tipo 1, Tipo 2, Pré-diabetes e diabetes pós-parto:

Tipo 1: O Diabetes do tipo 1 define-se pela aniquilação parcial ou total das células produtoras de insulina, das ilhotas pancreáticas. Gerando assim a incapacidade de fabricar insulina pelo organismo. O Diabetes do tipo 1 é uma doença crônica.

O Pâncreas esgota a sua condição de fabricar insulina por causa do erro no sistema imunológico do organismo, dessa forma as células responsáveis atacam as células fabricadoras do hormônio.

Esse tipo de diabetes é conhecido como o dependente de insulina. Ou seja, a pessoa depende de insulina durante toda a vida, após descobrir essa patologia. Será necessário aplicar insulina exógena diariamente para poder controlar os níveis de glicemia no organismo.

Tipo 2: Esse tipo é o mais comum dos casos de Diabetes e atinge geralmente indivíduos com obesidade e síndrome metabólica com idade acima de 40 anos, principalmente. Todavia, pode afetar também indivíduos que têm o histórico da doença na família, pela condição genética.

Estima-se que a causa do diabetes do tipo 2, é a fabricação insuficiente de insulina, ou a dificuldade em usá-la. Nesses quadros os receptores de insulina estão com baixa sensibilidade e apesar dela ser fabricada, o corpo não consegue usufrui-la de maneira adequada.

Desse modo, esse tipo de diabetes pode ocorrer por uma incapacidade do corpo de utilizar a insulina da maneira adequada e esse fator é adquirido ao longo da vida, geralmente por maus hábitos, como o sobrepeso, sedentarismo, alimentação inadequada.

Pré-Diabetes: O pré-Diabetes é definido por uma condição em que a glicose no sangue está elevada, todavia, não é o bastante para ser classificado como quadro de Diabetes crônico.  

Diabetes pós-parto:  O Diabetes Gestacional é uma intolerância aos carboidratos, que é diagnosticado durante a gravidez podendo permanecer após o parto.

Esse tipo de Diabetes pode mudar não só o quadro clinico, mas também pode mudar o funcionamento de alguns órgãos e sistemas.

Durante a gestação, deve-se tomar cuidados, pois o bebê por ficar muito exposto a grande quantidade de glicose durante a gravidez, e com isso o risco de crescimento excessivo, podendo gerar partos traumáticos, hipoglicemia neonatal, obesidade e até mesmo Diabetes na sua vida adulta.

  • Prevenção da Diabetes e cuidados
  • Monitorar regularmente os níveis de glicemia no sangue;
  • azer trocas inteligentes como gorduras e açucares, por sementes e oleaginosas;
  • Alimentação regrada, evitando alimentos muitos calóricos e com excesso de açúcar;
  • Beber muito líquido, priorizando muita água e sucos naturais sem açúcar;
  • Frequentar um médico regularmente para orientação e controle da doença;
  • Tomar medicação quando prescrita pelo médico;
  • Exercitar-se para um bom funcionamento do organismo.

Método Pilates e o Diabetes

Estudos mostram que os exercícios físicos supervisionados por um profissional capacitado, podem gerar melhoria dos níveis glicêmicos.

O Método Pilates que vai abranger exercícios lentos, controlados e supervisionados vão associar a respiração, metabolismo e a musculatura estabilizadora.

Desse modo, o Método Pilates traz benefícios para o tratamento do Diabetes, pois os seus movimentos com a intensidade adequada, conforme a particularidade e necessidade de cada praticante, vai promover ao aluno um grande avanço no tratamento da doença.

Exercitar-se com o Pilates pelo menos 3 vezes por semana já vai auxiliar bastante no tratamento do Diabetes. Todavia, as pessoas que portam a Diabetes devem evitar exercícios que promovam desgastes e tensões em excessos, pois elas acabam gerando aumento nos níveis de açúcar no sangue. E, por isso, o Pilates é tão recomendado nesse tratamento, pois o profissional especializado vai analisar o quadro e planejar as sessões, de acordo com as particularidades e com os exercícios ideais para ajudar no quadro da doença.

Então, o Método Pilates é um aliado aos diabéticos, pois sempre vai ser observado e analisado o exercício mais indicado com a intensidade adequada para o aluno.

A prática do Pilates vai contribuir para os pacientes com diabetes na promoção do aumento da massa muscular, do gasto energético diário; auxiliando ainda no controle da ansiedade, que pode ser bastante maléfico ao diabético por causa da compulsão alimentar. Além de acelerar o metabolismo e na melhoria do bem estar do paciente, reduzindo seus níveis de estresse e melhorando o seu humor.

O Pilates contribui para o manejo dos níveis de glicose no sangue, que é o principal foco da utilização das atividades físicas nos diferentes tipos do Diabetes. O exercício vai agir melhorando a capilarização, reduzindo a gordura visceral, combatendo a obesidade e melhorando a captação de glicose pelos músculos esqueléticos.

Vale ressaltar que nas sessões do Pilates o instrutor deve adequar as aulas com volume, intensidade e frequência adequadas para cada aluno, para gerar o e sobre feito sobre a glicemia do seu praticante a longo prazo e principalmente não usar de intervalos de recuperação maiores que 72h, pois os níveis glicêmicos voltam a alterar após a rotina de atividade física interrompida.

Os 15 benefícios do Pilates para quem tem Diabetes

  1. Ajuda na melhora a ação da insulina e de antidiabéticos orais;
  2. Aumenta a captação da glicose pelos músculos (abaixando a glicose no sangue), e isso é até depois do exercício, no período de repouso, ou seja, melhora o controle dos níveis glicêmicos no sangue;
  3. melhora a tolerância à glicose;
  4. Ameniza a perda da massa óssea;
  5. Aumenta a massa muscular e a massa magra corporal;
  6. Aumenta a disposição geral, o humor e a sensação de bem estar;
  7. Diminui os motivos de riscos cardiovasculares, triglicérides e colesterol;
  8. Aumenta o fluxo sanguíneo muscular e a circulação nos membros inferiores;
  9. Auxilia no controle da ansiedade: evitando a compulsão alimentar;
  10. Aumenta o gasto energético diário, auxiliando na aceleração do metabolismo pelo organismo e ajudando na circulação;
  11. Aumenta a resistência física do corpo;
  12. Melhora a saúde da pele;
  13. Combate a obesidade e o sedentarismo;
  14. Reduz o estresse diário, devido a liberação de hormônios durante a atividade, como a dopamina, serotonina e ocitocina;
  15. Gera o equilíbrio do corpo e da mente, trazendo uma vida saudável e com qualidade.

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