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Pilates e a condromalácia patelar

A Condromalácia Patelar (vulgo “joelho de corredor”) é uma das mais comuns síndromes envolvidas na dor anterior do joelho, que causam amolecimento, inchaço, desgaste e erosão da cartilagem hialina, onde seus portadores podem referir edema, dor local, atrofia do músculo vasto medial e crepitações.

Pilates e a condromalácia patelar

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A afecção é caracterizada por uma degeneração progressiva da cartilagem que reveste a superfície da articulação patelofemoral, sendo necessários exames de imagem complementares para identificar a magnitude da lesão e assim definir um protocolo de reabilitação.

A articulação patelofemoral é descrita como um mecanismo de extensão, onde o quadríceps funciona de forma excêntrica durante a marcha, a corrida e o salto. O desequilíbrio funcional desse grupo muscular, causado pela dor da condromalácia patelar, somados à diminuição da ativação do vasto medial (responsável por estabilizar a medial da patela, extensão da perna e flexão da coxa), sua consequente atrofia, além do encurtamento do trato iliotibial (músculo que une o glúteo máximo, glúteo médio e o tensor da fáscia lata) gera um quadro de perpetuação e de difícil resolução.

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O tratamento para condromalácia patelar é conservador e dificilmente reverterá o quadro de lesão da cartilagem. A preocupação maior quanto ao diagnóstico, atualmente, é o cuidado que se deve ter tanto no programa de reabilitação quanto na melhoria da dor e desconforto, abordando todos os aspectos biomecânicos do membro inferior, e principalmente, no fortalecimento dos grupos musculares dos membros inferiores, assim como a preocupação com um alongamento correto.

A Condromalácia Patelar tem uma ocorrência predominantemente alta na população, sendo mais comum entre mulheres e pessoas com sobrepeso, evoluindo seu grau de acordo com a idade do paciente. Em portadores sedentários, a dor ocorre em atividades que exigem a ativação do quadríceps (como agachar, subir/descer escadas ou andar de bicicleta, por exemplo). Por estar diretamente ligada com o estresse repetitivo da articulação do joelho, a condromalácia é muito incidente em pessoas ativas. Dessa forma, praticantes de esportes que envolvam a corrida e/ou saltos e que possuem esse diagnóstico referem com frequência a dor na parte frontal do joelho. Portanto, durante o desenvolvimento do quadro álgico, a condromalácia patelar pode se tornar um processo crônico e assim afastar os praticantes de atividades físicas e esportes.

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Condromalácia Patelar. (Foto: Divulgação)

Estrutura de articulação do joelho

O conjunto articular do joelho é constituído por quatro ossos diferentes: o fêmur, a tíbia, a fíbula e a patela, que compõem suas articulações: tibiofemoral e femoropatelar. Por ser constantemente exposta a variados esforços físicos e tensões, essa articulação sofre com instabilidade em diversos planos e serve como mecanismo de estabilidade do sistema locomotor, quando em extensão completa, além da mobilidade necessária para deambulação.

Diferente dos ossos longos, a patela tem a função de aumentar o ângulo de tração do tendão do quadríceps sobre a tíbia, como uma polia, melhorando a capacidade do músculo de realizar a extensão de joelho. Dessa forma, quando essa estrutura é afetada, toda a articulação do joelho é afetada.

Já a Condromalácia Patelar é definida como a perda da cartilagem hialina em uma ou mais porções da patela, tendo carácter degenerativo (o que torna a cartilagem esponjosa e amolecida). A patologia é descrita como uma dor na face anterior do joelho durante e após a realização de exercícios físicos que exija diversas flexões de quadríceps, além de afetar não praticantes de esportes ou pessoas sedentárias durante o ato da caminhada, do salto ou de subir e descer escadas.

A Condromalácia Patelar tem quatro classificações (Outerbridge, 1961):

  • Grau I: Amolecimento da cartilagem hialina e consequente edema;
  • Grau II: Repartição, fissuras da cartilagem ou rachaduras com uma área inferior a 1,3cm;
  • Grau III: Repartição, fissuras da cartilagem ou rachaduras com uma área igual ou superior a 1,3cm;
  • Grau IV: Erosão ou perda completa da cartilagem hialina, com exposição do osso subcondral.

Causas da condromalácia patelar

Atualmente não há um consenso sobre a causa exata dessa patologia, entretanto, os estudos atuais apontam como consequências alguns fatores anatômicos (como aumento do Ângulo Q), fisiológicos e histológicos. A mudança no alinhamento da patela pode causar um movimento fora da área adequada e, por consequência, atrito entre sua superfície articular e o fêmur, gerando o desgaste. Tais mudanças, na maioria dos casos, estão relacionadas aos desequilíbrios musculares (hipotrofia do quadríceps e encurtamento do trato iliotibial, por exemplo), variações anatômicas ou sexo (pacientes do sexo feminino apresentam um Ângulo Q maior).

Outras causas apontadas são instabilidade articular, trauma direto, fratura patelar, subluxação patelar, lesão do ligamento cruzado posterior (LCP) e a síndrome da pressão lateral excessiva. Dentro da instabilidade articular, é comum encontrarmos, como mecanismos de lesão, os traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur. Tais traumas são frequentes nos exercícios repetitivos ou em esportes de impacto e sobrecargas de peso.

O Método Pilates como intervenção da Condromalácia Patelar

O Método Pilates aplica exercícios sem impacto, diminuindo o desgaste articular e a consequente degeneração, atuando também como ferramenta no alinhamento patelar durante os movimentos com enfoco nos músculos afetados, alongando, fortalecendo e relaxando de forma adequada e segura. O desgaste é evitado ou diminuído pois o número de repetições do Método é reduzido, onde se busca uma execução perfeita dos exercícios e não um número excessivo de movimentos.

Diariamente o Método Pilates ganha mais adeptos, pela sua forma fantástica de agir como tratamento e pelos seus benefícios. Praticantes com diversas patologias e outros que buscam ganhar ou manter a saúde (como praticantes de esportes que querem melhorar seu desempenho, por exemplo) enxergam o Método como uma alternativa saudável aos exercícios físicos. Isso é possível graças ao controle do movimento, bem como a angulação em que cada articulação será trabalhada e a velocidade de reprodução dos exercícios, o que impacta no ganho de força muscular, equilíbrio, flexibilidade, e coordenação motora.

Não há um protocolo de tratamento padrão para a condromalácia visto que cada grau de lesão e cada paciente demandam uma atenção individual. É fundamental analisar o grau de lesão para fundamentar a intervenção, buscando sempre reequilibrar o alinhamento patelar. Por isso, busque sempre uma clínica renomada com profissionais especializados da fisioterapia, para o seu eficaz tratamento.

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