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Pilates e a fibromialgia

Na atualidade, muitos pacientes procuram o Pilates com o objetivo de diminuir os sintomas que a fibromialgia causa, pois implica na qualidade de vida e interfere na realização das atividades do dia a dia.

Pilates e a fibromialgia

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Ao longo do texto vamos abordar mais informações sobre o Pilates no tratamento da fibromialgia, uma síndrome musculoesquelética que vem afetando muitos indivíduos da sociedade moderna.

De forma resumida, a fibromialgia é uma síndrome dolorosa com os sintomas característicos de dor em todo o corpo, cuja intensidade evolui de forma gradativa.

As dores são associadas a diversas causas, podendo ser confundida com doenças reumáticas ou não reumáticas, mas uma das grandes características é que a fibromialgia não apresenta um quadro inflamatório específico.

De acordo com os dados da Previdência Social de 2015, cerca de 15 milhões de brasileiros, tem a qualidade de vida extremamente comprometida devido a doenças reumáticas, totalizando a segunda maior causa de afastamentos do trabalho.

A fibromialgia pode ser associada com a depressão ou outras morbidades, o que que gera prejuízos para a qualidade de vida do portador dessa doença, haja visto que as condições psicológicas podem agravar de forma severa a situação do paciente. Pois corroboram com o sofrimento e a piora da capacidade funcional do paciente.

O conjunto dos sintomas da depressão e da fibromialgia podem gerar impactos psicológicos grandes o suficiente para atrapalhar na interação e capacidade funcional e/ou social do indivíduo, podendo prejudicar de forma clara seu desenvolvimento e aproveitamento do tempo de trabalho, levando-o ao afastamento.

Muitas pessoas acabam julgando a doença sem mesmo antes conhecer, como senso comum, muitas pessoas ainda tem a visão de que a fibromialgia não é de fato uma condição dolorosa, principalmente nas fases (ou crises) de dor, e julgam que tudo não passa de fingimento, devido ao fato do paciente se queixar de dor extrema em diversas partes do corpo.

Porém, os profissionais que trabalham na área da saúde, como instrutores de Pilates entendem o problema e sabem o quanto os pacientes com essa patologia sofrem, e diante disso, é função destes ajudar o paciente, restaurando suas funções fisiológicas comuns, diminuindo, assim, o impacto dos sintomas.

A partir dos ganhos terapêuticos comuns do Pilates, o paciente pode desfrutar do bem-estar e da qualidade de vida prolongada.

Porém, antes de falar de como o Pilates ajuda na reabilitação física, vamos nos especificar sobre a síndrome clínica para entender melhor o que ela representa. Tudo isso logo abaixo, leia mais!

Mais sobre Pilates para Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença antiga que perpetuou-se com o tempo. Ela é estudada a 100 anos, antigamente sendo usado o termo “fibrosite”. Porém, o termo foi abandonado haja visto que a terminação “ite” refere-se diretamente a uma inflamação, coisa que não ocorre na fibromialgia.

A partir daí os critérios de diagnóstico da fibromialgia mudaram, aumentando o número de portadores dessa doença pelo mundo. A cada 10 pacientes que possuem a fibromialgia, 9 são mulheres na faixa etária entre os 30 a 50 anos de idade.

A fibromialgia é considerada uma síndrome clínica que se manifesta com dor por todo o corpo, principalmente na musculatura. Quando ocorrem as crises dolorosas o paciente se queixa de dor extrema por todo o corpo, afetando diretamente o corpo, pelo fato de que as dores envolvem músculos, ligamentos e até mesmo os tendões. Uma característica comum é hipersensibilidade ao toque e à compressão da musculatura.

Isso acontece devido a alterações que ocorrem a nível de Sistema Nervoso Central (SNC), através de uma alteração que ocorre de ampliação de percepção de dor, ocasionando hiperalgesia (quando um estímulo doloroso causa dor mais exacerbada) e alodina (sentir dor por estímulos que normalmente não ocasionariam).

Em relação aos movimentos funcionais, a fibromialgia pode ser extremamente prejudicial pois o paciente pode vir a apresentar um déficit de locomoção, equilíbrio e pode atrapalhar até mesmo na limitação da amplitude do movimento articular.

Essa síndrome deteriora significativamente a qualidade de vida dos seus portadores, pelo fato de que, além de ser um importante problema de saúde, acaba se tornando um problema sócio econômico, haja visto que os tratamentos e terapias para essa doença podem sair caro.

Sobre o reumatismo, as pessoas pensam que fibromialgia também pode ter haver com as articulações, mas, na verdade, o caso desta é um reumatismo que afeta as partes moles, ou, pelo termo técnico, “reumatismo de partes moles”, o que significa que não afeta as articulações.

As doenças reumáticas são, geralmente, de caráter crônico, podendo ser controladas pelo uso de medicações e a prática regular e dedicada de atividades ou exercícios físicos.

Em relação a sintomatologia, nota-se a presença de cansaço e fadigo anormal ao acordar, com sensação de esgotamento e sem vontade para fazer as atividades diárias. Além disso, pode haver problemas relacionados a memória

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, ou seja, não necessita de exame que comprovem a existência do problema. Através de entrevista que o médico realiza é possível confirmar se está presente ou não.

Como critérios de diagnóstico são analisados

  • Dor por mais de três meses em todo corpo
  • Presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos de 18 que estão pré estabelecidos)
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Pontos do corpo que a fibromialgia afeta.

Na imagem são demonstrados os 18 pontos, sendo que contendo apenas 11 já são suficientes para ser diagnosticado com fibromialgia.

Juntamente com os pontos dolorosos outras variáveis devem ser consideradas: como distúrbios do sono, alterações na cognição, fadiga, presença de dor diária, presença de ansiedade, depressão e estresse. Levando tudo isso em consideração é possível avaliar e diagnosticar se o indivíduo é ou não portador de Fibromialgia.

No caso do teste de diagnóstico, muitos pacientes não conseguem distinguir o local da dor devido a intensidade, o que não deixa definido se ela é de caráter muscular ou articular, pois referem que não há um lugar específico do corpo que não doa.

Isso acontece porque os pacientes com essa doença apresentam uma sensibilidade à dor maior do que pessoas que não a possuam.

No caso de pessoas com a doença, há um desequilíbrio nítido na produção de neurotransmissores do cérebro. Além disso, a redução da serotonina (hormônio responsável direto pela felicidade) e a elevação da substância P do corpo, provoca uma hipersensibilidade a estímulos de dor, causando dor até em estímulos que normalmente não trariam dor. Sendo assim, o paciente acaba por sentir dor com uma intensidade muito maior.

Tratamento contra fibromialgia com o Pilates

É importante que a abordagem inclui uma equipe multidisciplinar, abrangendo aspectos relacionados a atividade física, questões emocionais, nutricionais e médica.

Incluir atividade física a rotina é fundamental, isso porque quando realizado exercício, hormônios como serotonina e dopamina são liberados para a corrente sanguínea, proporcionando sensação de prazer e bem-estar.

No entanto antes do início do processo de reabilitação física é importante que haja laudo médico, para auxiliar na avaliação e auxiliar no tratamento.

Assim, será mais eficiente o treino do instrutor e a evolução do aluno/ paciente, pois o profissional de Pilates estará preparado para atender as necessidades de cada aluno no quesito da fibromialgia.

Contudo, como forma de tratamento o Pilates associado a uma alimentação saudável, e com técnicas de massagem de relaxamento no paciente são estratégias eficazes e que pode gerar um efeitos positivos para amenizar a intensidade das crises de dor e proporcionar maior qualidade de ida aos portadores de fibromialgia.

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