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Pilates e a dor ciática

É comum na população a queixa comum de dor lombar e ciática, isso ocorre frequentemente devido a compressão da raiz nervosa do nervo isquiático, que popularmente é conhecida como dor ciática. A sintomatologia pode ser oriunda de hérnia, compressão de músculos, vísceras e até mesmo ligamentos. O conteúdo "Pilates e a dor ciática" é completo, trazendo informações sobre como o Pilates pode afetar positivamente essa região do nervo ciático.

Pilates e a dor ciática

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O Pilates é uma excelente forma para tratamento de forma não invasiva, visando restaurar os movimentos do indivíduo e proporcionando mais saúde e qualidade de vida.

O nervo isquiático é formado pelas raízes nervosas L4-S3 que saem do forame sacral, que fica antero-inferior à articulação sacroilíaca e ao músculo piriforme, através do forame ciático maior. Após a coluna isquiática, no forame ciático menor, o nervo se estende entre o músculo obturador interno anteriormente e o músculo glúteo, posteriormente.

No nível da tuberosidade isquiática medialmente, o nervo pode ser identificado no espaço subglúteo, em que a borda anterior é formada pelo quadrado femoral e a borda posterior pelo músculo glúteo máximo. Até o aspecto posterior da coxa, o nervo ciático percorre entre o bíceps femoral e o adutor magno. Logo acima do nível do joelho, ele se ramifica nos nervos fibular e tibial comum.

Confira o artigo completo: Pilates e a dor na cervical

O Nervo Isquiático passa debaixo do piriforme, mas em algumas pessoas ele passa no meio do músculo, aumentando a probabilidade de ocorrer a síndrome do piriforme. Se esse músculo sofrer uma tensão, espasmo, encurtamento ou hipertrofia, o nervo isquiático poderá ser comprometido.

Entretanto, deve-se ficar alerta também para o fato de que o desequilíbrio pélvico pode interferir na musculatura dos rotadores internos e externos do quadril.

Pode haver dor irradiada para a região lombar, perna e pé, apresentar dormência e formigamento em direção às pernas.

Alguns indivíduos são diagnosticados com síndrome glútea ou desnervação no território do nervo ciático. Os sintomas mais comuns incluem: dor no quadril ou nádega; sensibilidade na região glútea e retro-trocantérica, geralmente unilateral, exacerbada na rotação do quadril, flexão e extensão do joelho; intolerância de ficar sentado por muitas horas.

Dentre os músculos que podem apresentar desnervação estão: Bíceps femoral, semitendíneo, semimembranoso, parte isquiocondilar do adutor magno e todos os músculos abaixo do joelho, pois esses músculos são supridos pelo nervo isquiático.

Ficar sentado por longos períodos, principalmente com a coxa em rotação externa, diminuindo o fluxo sanguíneo para a região do músculo. Leva ainda ao encurtamento do piriforme, o que contribui para o tensionamento da musculatura envolvida tencione, causando mais dor e piora dos sintomas.

O tratamento pode abranger medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares sob prescrição médica, injeção local de anestésicos e corticosteroides e cirurgias nos casos mais graves.

Como forma não invasiva, o Pilates pode ser uma excelente forma de tratamento para a síndrome. Além disso, a prevenção pode ser feita através de um programa de exercícios individualizados que envolvam, sobretudo, mobilidade de coluna, trabalho de flexibilidade dos músculos glúteos, rotadores internos e externos do quadril.

São realizados os movimentos de força e flexibilidade dos membros inferiores, exercícios de transferências e que simulam o caminhar, a corrida, mudanças de direções e saltos em superfícies com baixo impacto; sempre adaptados à individualidade, objetivo e especificidade.

Antes de explicarmos mais sobre o Pilates para dor no Nervo Ciático, temos que entender melhor como as dores começam e quais são os principais sintomas. Sabe-se que no Brasil, quase 50% da população já apresenta queixas nesse sentido, que costumam ser:

  • Dores na região lombar em um dos lados do corpo.
  • Dificuldade para realizar exercícios básicos, como caminhar.
  • As dores costumam aparecer por compensação na postura, musculatura enfraquecida e sedentarismo.

Como o Pilates pode ajudar na dor ciática?

Em primeiro lugar como motivo para praticar Pilates e o Nervo Ciático, é entender que o exercício é excelente para atuar nos desvios posturais, sendo esse um dos maiores motivos para que as dores comecem, e com isso as chances de melhora quando corrigimos o problema na raiz é maior.

Além disso, um padrão postural eficiente, pode diminuir outras dores secundárias, como queixa de dor lombar e dores na perna, por exemplo. Tudo isso traz uma melhora geral no quadro do indivíduo e pode oferecer mais qualidade de vida ao paciente.

A recomendação comum dos médicos para quem tem dores no Nervo Ciático é a prática de exercícios físicos. Como o Pilates trabalha uma série de grupos musculares de uma única vez, sua ação é a excelente opção, já que seus resultados costumam ser duradouros.

O Pilates é uma atividade que envolve alongamento, respiração e ativação muscular. Os alongamentos auxiliam no relaxamento e por isso são altamente recomendados para dores em geral, e por isso é uma alternativa saudável e bastante prazerosa, já que também trabalha a respiração, fundamental para que o bem-estar mental.

Isso sem falar no fato de que o Pilates é uma atividade guiada por instrutores capacitados e formados, o que evita possíveis movimentos errados, que pode causar ainda mais dores e problemas para quem já sofre com o Nervo Ciático muitos anos. É uma forma segura e livre de riscos, melhorando a qualidade de vida.

A dor no Nervo Ciático é mais comum entre as mulheres do que em homens. Geralmente é uma dor persistente, mas de intensidade variada, que pode ser acompanhada de dormência, formigamentos, sensação agulhada e fraqueza muscular.

Além disso, as dores no nervo ciático podem ser resultado de:

  • Hérnias de disco
  • Traumas na região lombar ou dos glúteos
  • Estenose espinhal
  • Inflamações crônicas
  • Fraturas ou lesões pélvicas
  • Compressão muscular

A dor no Nervo Ciático pode ter origem diversificada, como Inflamação do nervo, pressão no disco, variação no calibre ou diâmetro do nervo, tensão muscular, ou ainda alteração na bainha que envolve o nervo. O Pilates tem ação sobre a saúde do nervo, de forma imediata! Uma vez que o praticante, desde as primeiras sessões de Pilates relata melhora significativa e até mesmo eliminação da dor, dependendo do caso. Com o repertório de exercícios propostos envolvem: alongamento, fortalecimento, coordenação e equilíbrio, reorganizando o corpo como um todo.

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Em geral, os sintomas podem variar, acometendo indistintamente homens e mulheres, podendo aumentar com o envelhecimento, pois conforme a idade avança, as estruturas da coluna vertebral sofrem desgaste, que acabam comprometendo as raízes nervosas.

Para indivíduos com dor ciática, o recomendado é realizar exercícios para o corpo inteiro, porém estes exercícios devem ter modificações para que possam ser executar sem incômodo, com sucesso e dessa forma promovendo o alivio da dor.

No Pilates, o terapeuta irá modificar o exercício e fazer as correções para proporcionar uma experiência bem-sucedida de movimento sem dor. É importante também que o paciente entenda que é responsabilidade avisar quando sentir um incômodo e assim o terapeuta adaptar o exercício.

O método Pilates apresenta uma variedade de exercícios para aumentar a consciência do centro do corpo, aumentando os movimentos do quadril, minimizando o recrutamento muscular de outras partes do corpo, o que auxilia no tratamento da dor ciática.

Recomendações preventivas

  • Evite realizar movimentos bruscos com a coluna vertebral, pois eles podem favorecer o pinçamento de nervos;
  • Flexione os joelhos quando for erguer um peso do chão.
  • Dê preferência aos sapatos com saltos mais baixos.
  • Procure manter uma boa postura. O hábito de utilizar posturas corretas deve ser desenvolvido, especialmente, quando houver necessidade de permanecer sentado ou em pé durante muito tempo
  • Pratique exercícios físicos que ajudem a fortalecer a musculatura de todo o corpo.

O Pilates é uma excelente opção, que promove melhora no condicionamento físico e mental com um repertório diversificado de exercícios. Através da técnica, que trabalha fluidez, concentração, controle, centro de força e respiração, o praticante consegue aumentar a sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.

O mais importante detalhe acerca da reabilitação pelo Método do Pilates é a certificação de estar realizando os exercícios com adequado acompanhamento. Ou seja, os instrutores obrigatoriamente têm que se preocupar com as queixas e com a prescrição dos exercícios.

Na verdade, não há contraindicação absoluta de exercícios no método Pilates, e sim um cuidado redobrado com a aplicação de seus princípios, em conjunto com os movimentos que alonguem e fortaleçam a musculatura.

Exercícios para nervo ciático do Pilates

Ponte

Após o alívio da dor e preparação do paciente, os exercícios de fortalecimento podem e devem ser prescritos. A vantagem da ponte é a facilidade de compreensão por parte do paciente e a independência de acessórios para sua execução.

Em decúbito dorsal, o indivíduo apoia os pés sobre o solo com joelhos fletidos, e projeta a pelve superiormente, realizando extensão do quadril. O fortalecimento dos extensores do quadril se faz necessário para benefícios a longo prazo.

Exercício do gato

Este exercício é importante para promover mobilidade da coluna, que ocorre através do alongamento e relaxamento da musculatura lombar durante a flexão, e a estabilização lombar durante a extensão.

Para iniciar o exercício, o posicionamento deve ser: em quatro apoios, com as mãos embaixo dos ombros, os joelhos embaixo dos quadris e as pernas afastadas na distância dos quadris. Pelve e coluna na posição neutra. A cabeça deve seguir o alinhamento da coluna torácica.

O movimento é articular a coluna, sem desalinhar as mãos e as pernas, durante a expiração deve-se inclinar posteriormente a pelve e arredondar a coluna, articulando de forma sequenciada do cóccix até a cabeça. Inspirar e manter a posição com os abdominais contraídos e sustentando a cabeça com os ombros relaxados. Na expiração, articular novamente a coluna de maneira sequenciada até uma extensão da torácica.

Os objetivos do exercício são:

  • Desenvolver controle abdominal
  • Ganhar flexibilidade da coluna lombar
  • Promover estabilidade e controle da cintura escapular
  • Fortalecer extensores superiores e médios da coluna

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