Materiais exclusivos!

Pilates e a dor na cervical

"Pilates e a dor na cervical" é um artigo completo sobre como o Pilates pode melhorar as dores comuns na cervical de seus alunos. É pilateiro e ainda não sabe? Então confere que neste artigo iremos te ensinar tudo!

Pilates e a dor na cervical

pilates-e-a-dor-na-cervical

A dor no pescoço é uma condição comum, afetando cerca de 70% das pessoas em algum momento de suas vidas. Dados epidemiológicos internacionais mostram que a prevalência de dor no pescoço é de aproximadamente 40%. Muitos indivíduos com dor no pescoço, não têm causa patológica identificável para seus sintomas e são classificadas como dor cervical inespecífica. Para o Pilates e a dor na cervical, esses são dados muito precisos.

O uso de computadores, tem gerado sobrecarga no ambiente ergonômico, a utilização desses dispositivos vem aumentado muito nos últimos tempos, nos Estados Unidos, por exemplo cerca de 92,2 milhões de pessoas utilizam o computador para trabalhar, e observa-se associação com o aumento de sintomas cervicais, isso porque devido a inclinação para frente da coluna cervical de forma excessiva aumenta a atividade muscular dos estabilizadores do pescoço, dessa forma o músculo trapézio e eretores da coluna ficam sobrecarregados (Greig et al., 2005).

No entanto, nem todas as causas de dor na cervical são oriundas da utilização de tecnologias, como descrito por Damasceno et al. (2018) “A associação entre a postura do pescoço e a dor no pescoço não sustenta a ideia de que a má postura é uma questão importante na dor do pescoço ”. Outros autores concordam com o fato de haver sobrecarga mecânica na coluna cervical com o excesso de flexão, mas que as pessoas apresentam capacidade adaptativa para resistir a cargas mais altas.

Como dar uma aula de Pilates avançado?

Pesquisas na área de psicologia tem demonstrado que uma maior dor está relacionada ao estresse emocional e à percepção, expressão e processamento emocional limitado. E com isso observamos que além da sintomatologia, os profissionais que atuam na reabilitação devem estar atentos para outros fatores além da sintomatologia, através de uma abordagem Biopsicosocial.

A cervicalgia pode causar incapacidade e alto custo para o sistema de saúde, contudo pouco se sabe sobre a sua história natural e a sua evolução. Além da dor, pode haver limitações da amplitude de movimento, encurtamento muscular e rigidez local.

Os sintomas dessa patologia vão se instalando de forma gradual: movimentos com rigidez, limitação na mobilidade e alteração postural como meio compensatório.

A dor apresenta-se no pescoço, mas também pode se apresentar-se no ombro e no membro superior, podendo ainda se manifestar de forma irradiada, como acontece em alterações neurológicas e de sensibilidade. Outros casos ocorrem diminuição da força muscular e dos reflexos tendíneos.

Em muitos casos a dor na cervical está relacionado com a compressão da raiz nervosa da região cervical.

Como dar uma aula de Pilates Aéreo?

Devido a fadiga da musculatura estabilizadora da cintura escapulares e pescoço, principalmente nos músculos escapulares e suboccipitais, gerado pelo ao excesso de inclinação da cabeça, sendo observado como padrão adotado por muitos indivíduos da sociedade atual.

É preciso atenção quando as dores apresentarem sinais neurológicos por causa da possibilidade de compressões na medula espinhal, tumores, fraturas e outras doenças. Existem casos também que a pessoa apresenta cansaço, fraqueza, dificuldade na marcha.

Anatomia da coluna cervical

A coluna cervical tem como principal função promover estabilidade e suporte à cabeça, bem como proteger a medula vertebral. É composta por 7 vértebras, sendo que as duas primeiras recebem nomes específicos, sendo a 1ª Atlas e a 2ª Áxis, que são responsáveis pelo movimento de rotação. Além disso apresentam peculiaridades, quando comparadas com as demais, o Atlas não possuir corpo vertebral, e por isso articula-se com a base do crânio através da articulação atlantoocciptal, enquanto que o Áxis tem uma proeminência, o dente do Áxis, que se projeta entre o forame do Atlas, o que garante o movimento de rotação

As demais vértebras (C3 até C7) apresentam formato homogêneo, sem diferenças significativas entre elas. No entanto apresentam processos transversos, que no caso de C2 e C7 são mais proeminentes.

As principais vértebras afetadas em lesões e patologias são: C5, C6 e C7, devido ao maior suporte de carga ocorrer nessas vértebras, favorecendo o desgaste e maior atrito.

Artigo completo: Pilates para gestantes

Em relação a parte muscular, os músculos responsáveis pela estabilização da coluna cervical são os músculos profundos, como o longo da cabeça e pescoço; que em indivíduos com cervicalgia, esses músculos apresentam-se enfraquecidos, enquanto que os músculos superficiais apresentam aumento da ativação, nesse caso esternocleidomastoideo e escaleno.

Como o Pilates pode auxiliar no tratamento da cervicalgia?

A queixa de dor na cervical ocupada o terceiro lugar na lista de incapacidades mundiais, perdendo apenas para casos de cefaleia e dor lombar, segundo Rebecca Kim et al. (2018).

A dor na cervical, ou como é conhecida cervicalgia, é uma das patologias mais populares da modernidade. Sua incidência aumenta com o passar da idade e afeta aproximadamente 23% da população (Bovim et al, 1994). O uso crescente das tecnologias tem forte associação com as alterações posturais, fraqueza da musculatura estabilizadora, encurtamento muscular, que favorecem o avanço da disfunção cervical.

A coluna cervical aguenta o peso do crânio que varia ente 4,5 e 5kg quando em posição neutra. Um estudo americano de Kenneth Hansraj revela que quando utilizado o celular o peso do crânio aumenta proporcionalmente ao grau da flexão cervical, por exemplo em 60° de flexão cervical, o peso da cabeça aumenta para 27,2 kg.

Essa sobrecarga da região cervical, durante grandes períodos pode gerar dor localizada e tensões no pescoço e ombros, podendo evoluir e causar hérnias de disco

Os músculos multífidos têm grande importância na dor cervical, isso porque vão desde a região cervical até a lombar, com sua ação estabilizadora nos segmentos vertebrais. E indivíduos com dor na cervical crônica, principalmente, apresentam atraso na ativação e atrofia desses músculos. Hides et al. (1996) concluíram que um deficitário controle neural dos multífidos compromete a ação estabilizadora desses músculos profundos.

Pilates e a dor na cervical

O Pilates trabalha a estabilização e a mobilização da coluna, melhorando a capacidade de ativação muscular, relaxamento dos músculos tensionados e a vascularização do pescoço. O trabalho postural promove a organização da cabeça e pescoço e melhorando a consciência corporal, melhorando o ritmo escapulo-umeral e corrigindo movimentos compensatórios, diminuindo assim a sobrecarga na região cervical. A respiração associada à ativação do Power house promove o equilíbrio muscular, a fim de restabelecer o alinhamento do corpo como um todo, resultando em melhora da dor cervical.

Muitos indivíduos com cervicalgia procuraram o Pilates já na fase na fase mais tardia da doença, quando já cronificado o quadro álgico. Nota-se padrão nessas pessoas, observando-se alteração postural, com tendência a anteriorização de cabeça, inclinação à frente do eixo do corpo, ombros rodados a frente, diminuição de consciência corporal e da mobilidade de coluna, ativação excessiva dos músculos esternocleidomastoideo, escalenos e trapézio superior e dificuldade de ativação dos músculos serrátil anterior, trapézio médio e inferior.

Causas comuns da dor na cervical

  • Traumas;
  • Fraturas;
  • Tumores;
  • Hérnia discal;
  • Infecções (caxumba, meningite e etc);
  • Desordem mecânica, causas posturais e ergonômicos, obesidades, fraqueza abdominal e estresse;
  • Osteoartrose, artrite reumatoide;
  • Inflamações e espondilite anquilosante;
  • Modificações musculares congênitas (que nascem com você);
  • Modificações da ATM (articulação têmporo-mandibular);
  • Estenose do Canal Vertebral.

A intervenção do Pilates para o tratamento da dor na cervical é bastante eficaz para a estabilização e diminuição da dor e sua melhora no tratamento. Os movimentos são focados na respiração, característica associada à ativação e o fortalecimento do Power House, trabalho dos músculos estabilizadores, como serrátil anterior, trapézio médio e inferior e estabilizadores de pescoço,

As regiões intervertebrais também merecem atenção, principalmente nos casos em que há desgaste e atrito, para isso se faz necessário reestabelecer ou preservar os espaços naturais, evitando compressão nervosa e formação de osteófitos.

O Pilates é muito eficaz para o tratamento de dor na cervical, pois, vai proporcionar a estabilização e controle tanto da região cervical, como também dos outros segmentos da coluna vertebral. Ainda gera o equilíbrio muscular entre músculos agonistas e antagonistas, superficiais e profundos.

Os exercícios têm como objetivo diminuir a compressão vertebral, estimular o alinhamento adequado da coluna, fortalecer os estabilizadores profundos da cintura escapular e alongamento de músculos tensionados.

O crescimento axial proporcionado através das aulas gera recrutamento muscular do multífedos, descompressão vertebral e alinhamento postural, gerando assim uma coluna mais estabilizada.

O estudo de Mallin e Murphy (2013) revelou efeitos positivos dos exercícios do Método Pilates na dor e função dos portadores com queixas de dor cervical. No estudo, os pacientes praticaram Pilates durante 6 semanas, incluindo exercícios específicos de resistência com baixa carga, retreinamento dos músculos escapulares e fortalecimento dos músculos do pescoço e de membros superiores. Observou-se que após 12 semanas os indivíduos relataram melhora do quadro com redução da dor e incapacidade em pacientes com dor no pescoço.

Por isso, o Método Pilates destaca-se como técnica que tem beneficiado os pacientes dessas desordens na cervical. Devido ao seu método de trabalhar o condicionamento físico associado a integração do corpo e da mente, proporciona também melhora da consciência corporal, auxiliando o praticante a adotar um padrão do movimento que apresente menos sobrecarga e tensões musculares, e dessa forma exacerbação dos sintomas.

Exercícios de Pilates para cervicalgia

  • Mobilização Cervical com Auxílio da Overball

Paciente deitado em decúbito dorsal, com os joelhos flexionados e MMSS posicionados lateralmente ao tronco. Colocar uma Overball murcha, na região entre o pescoço e a cabeça (occiptal). Na expiração solicite ao paciente que realize o movimento de rotação da cabeça para a direita e para esquerda. O movimento deve ser lento e leve. Pode também solicitar movimentos circulares da cabeça.

  • Movimentos circulares

Paciente em Decúbito dorsal no Cadillac, segurando com as mãos a barra torre, mantendo ombros, cotovelos e punhos alinhados. O movimento realizado será retração e protração dos ombros. Cuidado para o paciente não realizar elevação de ombros e/ou elevar a cabeça do apoio. Pode ser progredido o exercício realizando o movimento da cabeça também, em que utilizaremos apenas uma mola, e o paciente irá segurar na barra apenas com uma das mãos. Inspirar fazendo a rotação da cabeça para o lado oposto do membro superior que está segurando na barra ao mesmo tempo em que realiza a protração do ombro.

  • Ativação de serrátil anterior com o rolo e miniband

Em pé, com miniband entre punhos, posicione o rolo na horizontal, apoiando na parede. O miniband deverá ser mantido tensionado durante todo o exercício. Inicie o movimento com cotovelos e ombros flexionados, deslizando o rolo para cima e para baixo.

Quer ficar de olho em todas novidades sobre Pilates para coluna?

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.