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Quais exercícios posso indicar para cintura escapular?

Todos sabem que o Pilates é uma excelente ferramenta no arsenal terapêutico do fisioterapeuta e que o respeito a seus princípios são a grande chave para a eficácia do método, dentro das mais variadas situações que chegam aos Estúdios todos os dias, como sua aplicação na Estabilidade da Cintura Escapular.

Quais exercícios posso indicar para cintura escapular?

cintura-escapular

Não podemos esquecer que a anatomia, a biomecânica, a cinesiologia e a fisiologia são fundamentais para aplicarmos o Pilates de uma forma segura e indo de encontro às alterações mecânicas que podem vir a ser causadora dos mais variados sintomas/patologias.

Quando falamos sobre as patologias, é importante lembramos que a grande maioria delas é multifatorial, e isso torna a avaliação um dos grandes diferenciais para quando formos traçar uma conduta para o indivíduo dentro do método Pilates e da Estabilidade da Cintura Escapular. Um exemplo disso seria recebemos um diagnóstico médico de “condromalácia patelar”.

Para nós fisioterapeutas é uma informação relevante, porém não nos dá uma informação consistente de qual ou quais alterações cinéticas funcionais estão gerando essa situação.

Ou seja, é impossível traçarmos uma conduta indo de encontro a essas alterações sem uma avaliação prévia. Vamos abordar uma situação que muitas vezes não é dada a devida importância: a estabilidade da Cintura Escapular e suas manifestações no membro superior, já que não basta só conhecermos a alteração, temos também que saber a causa e quais as repercussões clínicas dessa alteração de forma local e também em outros segmentos.

A mobilidade da Cintura Escapular torna-se um problema para cada vez mais pessoas. Nossos corpos tornam-se rígidos conforme a vida fica mais sedentária. E isso vale para coluna, quadris, tornozelos e, claro, os ombros. Muitos alunos, por permanecerem por horas na mesma posição apresentam diminuição de mobilidade.

Quando alguém se queixa de dor no ombro essa pessoa pode estar com alguma lesão ou patologia. Muitas dessas lesões têm relação com a falta de mobilidade articular, por exemplo. Os ombros estão intimamente ligados à outra estrutura, a cintura escapular que possui movimentos importantes. É impossível falar de ombro sem falar de Cintura Escapular.

A Cintura Escapular é responsável pelo posicionamento da coluna cervical, estabilidade dos braços e ainda permite que os movimentos dos membros superiores sejam realizados de forma completa, funcional e coordenada. Portanto, qualquer disfunção dessa estrutura pode gerar inúmeros problemas. O tratamento dessas disfunções é imprescindível para a restauração da funcionalidade dos braços, e consiste, basicamente, na estabilização da Cintura Escapular.

Como a Cintura Escapular é uma estrutura complexa, devido ao grande número de músculos e articulações que fazem parte do conjunto e atuam no movimento dos ombros, ela exige uma atenção especial em relação ao fortalecimento dos músculos ao seu redor.  A estabilização desse segmento envolve, portanto, exercícios que trabalhem diversos músculos ao mesmo tempo, pois são as ações conjuntas desses músculos que conferem a estabilidade ao ombro.

Um dos métodos mais completos da atualidade que trabalham a estabilidade da Cintura Escapular é o Pilates, com diversos exercícios e aparelhos que focam na articulação do ombro em cadeia fechada, permitindo o uso de diferentes músculos ao mesmo tempo, propiciando um correto equilíbrio entre fortalecimento, flexibilidade e estabilidade à articulação.

Para a movimentação dos ombros, é necessário a estabilidade escapular, para que seja realizado sem compensações e sobrecarga. Além disso, o movimento artrocinemático da escápula pode ter um padrão de movimentação que não seja eficiente, e isso pode se manifestar através de dores, patologias e lesões. Um ombro sem mobilidade reflete em musculaturas tensionadas e com um funcionamento incorreto. Em geral, as escápulas têm grande influência nisso. Para que os movimentos do ombro aconteçam é preciso que exista sincronia entre os movimentos da escápula e do úmero, nesse sentido o ritmo escapulo umeral precisa ocorrer de forma eficiente.

Em especial, devemos avaliar os movimentos que causam dor. Perguntar ao aluno quando sente dor, qual o nível de dor, entre outras perguntas, e a partir disso decidir qual a melhor abordagem na avaliação da Cintura Escapular. Uma vez descoberto o movimento que causa dor, evite exercícios que geram dor no aluno.

Durante esses movimentos conseguimos avaliar especialmente o comportamento da escápula. Avaliando o padrão escapular e observando se o indivíduo apresenta discinesia escapular por exemplo,

A cabeça, pescoço, ombros e braços formam um conjunto importantíssimo, que deve estar não apenas fortalecido como flexível e livre de tensões físicas. O balanço dos braços tem tudo a ver com a passada e o equilíbrio, interferindo diretamente na harmonia do conjunto. As dores nesta região podem estar associadas ao estresse, encurtamento muscular, desequilíbrios articulares e contraturas musculares. Para uma boa qualidade de vida, é importante a prática diária de exercícios físicos e atividades relaxantes para aliviar as tensões do dia-a-dia.

Os exercícios da Cintura Escapular auxiliam para relaxar a musculatura, diminuir a dor e corrigir a postura.

Os exercícios para mobilizar a escápula, conscientizam o melhor posicionamento durante os exercícios.

O espaço entre o acrômio e o úmero é pequeno para a quantidade de estruturas que comportam o ombro. Quando existe um fator que reduz esse espaço como hipercifose cervical ou exercícios executados se a estabilização da cintura escapular, pode levar a compressão dessas estruturas.

Os exercícios têm como objetivo conscientizar um melhor posicionamento do ombro e da Cintura Escapular, dessa forma acionando os músculos estabilizadores e adquirindo maior força para sustentação escapular

Exercício para conscientização escapular

Posição Inicial: Deitado em DD no Cadillac, com pés apoiados e joelhos flexionados, afastados na largura dos quadris. Uma das mãos segura na barra de forma cruzada, ou seja, alinhada ao ombro oposto. Movimento: Mantendo os cotovelos esticados, fazer a protração e retração da escápula. Aprendido e dominado este movimento pode realizar a rotação da cabeça e do tronco para o lado oposto ao braço que está apoiado na Barra e retornar pela Cintura Escapular para a posição inicial. Assim como podemos, ao usar as duas mãos, após a retração, puxar a Barra para baixo abrindo os cotovelos e passá-la para trás até a amplitude de ombro permitir e retorná-la também pela Cintura Escapular abrindo os cotovelos e

Pontos Importantes: Este é um pequeno. O aluno pode demorar para aprender o movimento de forma correta. A dificuldade e a ansiedade por grandes amplitudes de movimento leva o praticante a usar os cotovelos, por isso é importante enfatizar que o movimento é realmente pequeno. Ao fazer a retração devemos levar os ombros para trás e para baixo.

O movimento, seja com uma ou duas mãos para cima ou para baixo, sempre acontece através das escápulas. No primeiro momento, quando a cabeça está parada, não se deve tratar a cervical, ou seja, o movimento não acontece nela, mas ele está livre para pequenos balanços ao longo do exercício da Cintura Escapular. No segundo movimento quando ocorre à rotação da cabeça e tronco.

O último movimento pode ser feito até os braços esticarem para após haver a elevação dos ombros, a descida para longe das orelhas para então retornar os braços. Depois de treinada a mobilidade desta região e enfatizado o posicionamento baixo e largo dos ombros pode-se passar para a próxima etapa que é a de estabilização. Lembrando que o mais importante é que o braço movimente sem que haja elevação dos ombros.

É importante conectar o corpo todo durante a prática, isto é, manter os membros superiores alinhados e ativos mesmo quando o foco do exercício são os membros inferiores ou o abdômen e também manter ambos os lados trabalhando mesmo quando o movimento é unilateral.

Exercício para Estabilidade da Cintura Escapular que pode ser realizado no solo, no cadillac ou no reformer.

Pode ser realizada pelo terapeuta um reposicionamento da escápula quando o paciente ficar em DD. Utilizamos uma faixa elástica como resistência para realizarmos o exercício. Como seria uma fase inicial pode-se utilizar uma faixa com uma baixa resistência.

Importante: O instrutor deve ficar atento ao excesso de recrutamento do trapézio superior, buscando mantê-lo “inativo” durante o exercício. Pedir para o paciente que leve os braços para cima, como se quisesse fixar as escápulas ao gradil costal.

Variação: Evolução do exercício anterior de Estabilidade da Cintura Escapular. Nesse caso, colocaríamos uma carga maior (molas) e ainda acrescentaríamos a ação da força gravitacional, exigindo mais controle para não solicitar o trapézio superior.

Exercício para Cintura Escapular em DV: Paciente se posiciona em decúbito ventral, com os membros superiores em rotação externa. Nessa posição, solicitamos que ele faça movimentos de extensão da articulação gleno umeral e ao mesmo tempo que ele tente fazer como se quisesse unir as escápulas uma com a outra.

Massagem para relaxamento de tensões da Cintura Escapular

A massagem também ajuda a ter uma melhor saúde escapular, ajuda a tirar aquelas pequenas contraturas nos tecidos ao redor da escápula. Para tirar essas pequenas contraturas, pode ser massageado com bola de massagem, ou te tênis. Coloque a bola entre a escápula e a coluna, e massaje. Aplique pressão suave encostando-se a uma parede ou no chão, e mova a bola para cima e para baixo nessa área. Realize por cerca de cinco minutos do lado esquerdo e direito.

Concluindo sobre a Cintura Escapular

O Pilates pode ser uma excelente ferramenta para diversas alterações cinético funcionais, como a Estabilidade da Cintura Escapular. Porém, uma intervenção correta depende de uma avaliação bem realizada, de identificarmos quais os causadores dessa alteração cinético funcional e correlacionarmos tudo isso com a clínica.

Os profissionais de Pilates precisam buscar atualização para oferecer melhor tratamento para os alunos. Espero que neste texto tenha sido exemplificado a importância da aplicação do Método Pilates nos exercícios para Cintura Escapular na estabilidade das escápulas.

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